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Você conhece Jacuípe em Alagoas? Deixa eu apresentar a você…

Conheci esta cidade em 1994, quando me mudei por conta do trabalho do meu pai. Morei lá cerca de uns 6 ou 7 meses e apesar de não ter quase nada o que se ver na cidade vez por outra volto lá com meus pais para visitar um casal que conhecemos que temos como da família.

E sempre que chegamos lá somos recebidos com muito carinho e uma comida deliciosa. Pense numa cozinheira de mão cheia é Meri 🙂

Da última vez que estive lá, quinzena de março, achei que seria interessante mostrar o lugar aqui no blog. Infelizmente a cidade não mudou muito em quase 20 anos, para vocês terem noção de como as coisas chegam rápido lá, até 2012 não funcionava nenhuma operadora móvel. Sempre que ia pra lá sabia que iria ficar incomunicável.

Em 2012 a Claro começou a funcionar por lá mas somente a parte de voz (dados seria luxo demais né, rsrs). Este ano a situação melhorou um pouco e a TIM e a Oi estavam funcionando somente a parte de voz e a Claro melhorou e a parte de dados também estava funcionando (pude fazer check-in no Foursquare :P). O engraçado é que eu estava me sentindo uma doida trocando de chip no smartphone para testar as operadoras, rsrs.

Se você está afim de conhecer uma verdadeira cidade de interior, essa aí é uma boa opção 😉



Mundo à Mesa – Uma série gastronômica da TV Gazeta

divulgação: tvgazeta

Já pensou em conhecer a gastronomia mundial sem sair de uma única cidade? O programa Mundo à Mesa da TV Gazeta lhe proporcionará e a cidade escolhida foi São Paulo/SP.

O programa vai ao ar toda segunda-feira às 23:30h. Abaixo coloquei o vídeo do segundo episódio que foi o que mais gostei.

Os episódios tem em média 25 minutos. Corre lá no site que tem todos.



Resumindo o que vi em Ourense

Resolvi fazer este post para contar, em resumo (se eu conseguir, rsrs), as coisas que observei e que minha irmã me contou sobre esta região linda da Espanha.

Assaltos/Assassinatos:

Isso é algo que raramente acontece, minha irmã está morando aqui desde setembro do ano passado e ela não soube de nenhum caso de assalto e assassinato, somente um que foi o marido matou a esposa.

Andei por ruelas que não tinha uma pessoa sequer, lugares completamente estranhos e que se fosse em qualquer cidade no Brasil teria muito medo de passar. O exemplo bem claro e recente foi o que aconteceu comigo em Aracaju-SE. Sem falar nos horários que andamos, caminhar pelo centro histórico às 23h ou andar às 11h não faz a menor diferença, só que está tudo fechado, mas você se sente segura da mesma forma.

Horários:

O dia aqui começa tarde, por volta das 9h,  o horário do almoço é das 14h às 16h e as lojas fecham para almoço, só não os restaurantes e centros comerciais. Às 21h é que o comércio começa a fechar as portas, contudo os cafés ficam abertos até tarde, 1h da madrugada ainda estão funcionando, não sei dizer que horas fecham.

O dia clareia cedo por volta de 7h quando a neblina ajuda seja no inverno ou no verão, já o anoitecer varia, no inverno anoitece mais cedo por volta das 19:30h, mas no verão minha irmã falou que anoitece às 22h.

O Idioma:

Pense numa confusão, aqui se fala e escreve seja em Espanhol ou em Galego, placas em ruas, praças, lojas, trânsito, variam muito entre estes dois idiomas. O que faz a pessoa que não tem costume com as duas línguas se enrolar um pouco, mas nada grave, pois ambas são parecidas com o português do Brasil, o galelo até mais que o espanhol.

Comprimentos:

Bom dia é dado até as 14h, boa tarde até umas 20h ou 21h, foi estranho dar “buenas tardes” ao pedir o jantar depois das 20h.

Limpeza Urbana:

O recolhimento do lixo é o feito nas lixeiras das ruas e não ficam na frente dos prédios. Existem lixeiras separadas para cada tipo de material (como vocês podem ver na foto abaixo) em 90% das ruas, todo mundo tem que ajudar a reciclar o lixo e isso achei muito bom. Conheço muita gente fresca que não quer nem descer o lixo do apto para o lixo comum do prédio, digo isso porque já morei em um edifício onde o povo era assim. Na casa dos meus pais o lixo é todo separado e sei que alguns prédios eles pedem que o lixo seja separado.

As ruas e calçadas são limpas por um carrinho, como este da foto abaixo.

Quarta-feira Sem Aula:

Parece até brincadeira mas aqui nas quartas é um dia livre, mas há uma explicação quando existe greve ou feriado este é o dia usado para repor as aulas do dia “prejudicado”.

Transporte Público:

Achei tudo muito organizado, não vi nenhum ônibus lotado, contudo a cidade não é tão grande a ponto de você precisar usar um ônibus para se locomover por ela toda. Se você não tem problema em andar ou não está carregando peso, consegue andar por ela toda.

Quando fui para Vigo, pretendia pegar um ônibus até a rodoviária, pois fica já na saída da cidade, então iríamos andar muito. Quando chegamos na parada, umas 6:15h mais ou menos, vimos que não tinha nenhum ônibus circulando e as placas que mostram quanto tempo falta para cada linha que passa alí chegar não mostravam nenhuma linha, como a professora de Cintia falou uma vez pra ela: Quem acorda antes das 7h ou é padeiro ou é ladrão de carro.

    

Supermercado:

As coisas são muito práticas, quem não gosta de cozinhar ou não tem tempo, pode ter certeza de que vai encontrar uma variedade boa de comida pronta e para quem gosta de cozinha também encontra coisas que adiantam muito fazer o prato desejado. Alguém pode dizer: “Mas Krix, a gente tem isso aqui também”, concordo, mas não com a variedade que vi aqui.

Um exemplo são as verduras e frutas. Imagina poder comprar folhas e usar realmente tudo o que comprou? Pois é, aqui compramos alface e sempre tem alguma folha um pouco feia e sem falar do talo que vai pro lixo. Lá, tinha várias opções de folhas já separadas e prontas para consumo num saquinho que dá para fazer salada (pelo menos a parte das folhas) para umas 4 pessoas por 0.60 euros.

    

Sem contar as outras coisas que vi e que nunca vi aqui dessa forma, melhor que ficar falando vou mostrar as fotos:

    

Sobre as sacolas, nenhum supermercado que fui eles davam sacolas, no carrefour eles nem tem sacolas plásticas, se não levar a sacola ou bolsa, você pode comprar uma bolsa lá que nem lembro o preço. No Mercadona eles tem duas opções, a sacola pequena custa 0.02 euros ou a grande 0.10 euros.

Se você for usar um carrinho tem que colocar uma moeda para poder “liberar”, contudo se você colocar o carrinho no lugar quando finalizar a compra você recebe sua moeda novamente, isso me lembrou o filme The Terminal.

Os Espanhóis (da Galicia):

Me surpreenderam, são muito receptivos e dispostos a ajudar e tentar entender o que você fala, mesmo que você misture, começando uma frase em espanhol e terminando em português. Acho que o fato deles usarem duas línguas parecidas no dia-a-dia ajuda eles a entenderem o português do Brasil.

 



Um dia em Vigo

O que vou escrever aqui é sobre meu oitavo dia de viagem que foi no quarta-feira, 20/02, onde o destino desta vez não é mais Ourense, mas sim Vigo.

Vigo é uma cidade litorânea e com um porto bem diferente do que estou acostumada a ver em Recife. Saímos de casa umas 6h (se estivéssemos no Recife eu diria que eram 3h, quase não víamos uma pessoa na rua e não tem ônibus circulando essa hora) para ir a Estación de Autobuses comprar e embarcar no ônibus que sai as 7h para Vigo.

Chegamos por volta das 8:30 e seguimos nosso roteiro, primeira parada seria o Parque San Roque que fica duas ruas depois da Estación de Autobuses de Vigo, mas infelizmente estava fechado, parecia ser bonito e organizado la dentro.

    

Seguimos para a Plaza de España onde tem um monumento com uns cavalos, achei bem interessante.

    

Saímos do nosso roteiro por um momento porque Cintia lembrou de um monumento em homenagem aos pescadores que tinha numa rua próxima.

        

De lá seguimos para o O Castro, que é enorme, muitas coisas pra ver.

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

Fomos procurar uma Igreja que fica próxima a Rúa de Venezuela, achamos, era a Igrexa e Santuario Maria Auxiliadora. Finalmente vi uma igreja com uma luz boa pra ver as coisas e tirar algumas fotos.

    

    

    

Depois que achamos a igreja fomos procurar uma feira que tem muitas coisinhas da região, mas infelizmente não “funciona” na quarta-feira, assim como o museu da cidade que tivemos que tirar do roteiro por conta disso.

Mas enquanto procurávamos encontramos a Catedral de Santa Maria de Vigo, onde estava sendo realizada uma missa naquele momento é não pude tirar fotos dentro dela. Mas é muito linda.

    

Paramos no Media Markt, algo que parecia um shopping no porto. Olhar para o shopping e depois para o porto é bem estranho, uma mistura de épocas que pra mim não combina muito.

    

    

    

    

Caminhamos pela calçada do porto que tem uma vista linda e bem agradável, de um lado os barcos e muita água do outro um parque que deve ficar lindíssimo quando não está no inverno. A estátua em homenagem a Júlio Verne é muito interessante e claro que tinha que tirar fotos.

    

    

Andamos por toda Plaza de Compostela e também pela Plaza de Estrela, elas ficam uma ao lado da outra, até parece mais uma praça só.

    

    

    

    

Fomos atrás de uma igreja que vimos pelo mapa parecia ser perto de onde estávamos, mas quando chegamos até ela foi uma decepção, olha a foto:

    

Eu esperava encontrar uma igreja, como as que geralmente vejo e acho lindas, mas essa era um prédio com o nome ‘Igrexa’ na frente. Quase passávamos direto.

Passamos pela Plaza de Portugal que, comparada as outras praças que passamos, era bem pequena, mas muito bonita.

    

    

Depois andamos mais um pouco pela cidade e voltamos para Ourense antes de anoitecer.

Para ver todas as fotos que estou tirando vocês podem acessar o link do álbum no Flickr.



Quarto dia em Ourense

Quero lembrar que hoje não é meu quarto dia em Ourense (na verdade já até estou em casa), mas o que vou escrever aqui é sobre meu quarto dia na cidade que foi no domingo, 17/02.

Como quase tudo está fechado no domingo fomos andar pelas pontes e claro tirar bastante fotos. Acordamos um pouco mais tarde para descansar da trilha que fizemos ontem e antes de sair fizemos um almoço rápido e saímos.

    

    

   

    

    

As pontes são lindas e a Ponte Romana é a mais encantadora de todas. No final dela (ou no início, vai depender do lado que se está), tem o Salesianos, um colégio lindíssimo.

    

Mais a frente dele tem o Palácio da Justiça.

Pelo caminho, além de admirar a paisagem, fazer checkin no Foursquare e tirar fotos, estava sempre observando se estava próxima da algum portal para hackear (tô falando do Ingress caso não tenha entendido).

    

    

A Ponte do Milênio foi a última que passamos para tirar fotos, ela é bem interessante, moderna e dá para tirar fotos lindas da cidade por conta da altura, mas o clima não cooperou muito, pois choveu o dia todo, uma chuva fina que deu para não se molhar usando um casaco com capuz, mas complicou na hora das fotos.

A câmera ficou molhada, tinha que ficar limpando a lente o tempo todo, mas consegui fotos boazinhas 🙂

    

    

   

    

    

Passamos por um parque onde tem umas máquinas para exercícios.

    

    

Aqui tem muitas praças e parques, quando o tempo está mais quentinho eles ficam cheios, as pessoas usam bastante estes espaços, quando não está chovendo.

    

    

   

Depois desta andada estávamos com fome, então decidimos parar num restaurante para comer. Cintia, minha irmã, me levou para comer no La Romántica. Tivemos que enfrentar uma pequena fila pois estava lotado, mas ela disse que valia a espera.

Passados 20 minutos entramos. O lugar dentro era normal, mas bem agradável, um ambiente muito familiar. Cintia falou que a lasanha era ótima e que a porção para uma pessoa tinha o bastante para duas pessoas, então achei por bem pedirmos uma e se não desse pediria outra meia porção.

Antes da refeição chegar eles servem salada e pão, mas como estava lotado o lugar acabou chegando tudo junto.

A massa daqui é algo que vou sentir muita falta (fico imaginando o tempo todo a massa na Itália), o pão apesar de uma aparência nada convidativa, estava ótimo, crocante por fora e muito macio por dentro.

A porção da lasanha, como Cintia falou, dava para as duas, principalmente por conta dos acompanhamentos, pão e salada.

Pagamos €6.80, por sinal refrigerante em lata aqui é muito caro, €1.50.Nem lembro se já comentei sobre isso em algum post.

Saindo do restaurante fomos andar um pouco e hackear mais portais, depois fomos para casa e não saímos mais. Preparamos/improvisamos um founde de chocolate com morangos, colocamos um filme e ficamos definindo o roteiro para nossa ida à Vigo durante a semana.

Para ver todas as fotos que estou tirando vocês podem acessar o link do álbum no Flickr.



Ruta Ribeira Sacra Lucense

Antes de começar a tagarelar, queria dizer que o post de hoje é sobre o sábado, 16/02.

Quando avisei a minha irmã que estava comprando a passagem para visitar ela uma das primeiras coisas que ela me perguntou é se eu gostaria de ir a uma ruta (trilha em espanhol). Claro que minha resposta não seria diferente de sim, então ela me colocou no meio.

A ruta era de 20km com dificuldade média a alta e custou €15. O horário marcado para a saída do ônibus seria às 9h, mas infelizmente por conta de alguns atrasados só saímos por volta de 9:50h. Dois ônibus levaram o grupo e o trajeto até o início da trilha durou 40 minutos.

O itinerário era o seguinte: O arroxó, Muíños, Xabrega, Miradoiro de Sta. Cristina, Barrantes de Abaixo, Miradoiro de Satiorxo, Pinol de Abaixo.

Chegando lá estava com muita neblina e um frio enorme, basta olhar as fotos para ver como o povo estava vestido.

    

A bronca dessa ruta é que andamos os primeiros 10km por um terreno com muitas subidas, muitas delas com pedras, outras íngremes demais e isso para quem não tem costume é bastante complicado.

Chegou num ponto que eu estava achando que chegaria ao céu de tanto que estamos subindo, o ar queimava quando respirava e a cabeça e ouvido doíam, teve um momento que parei por falta de ar foi terrível. O pior é que eles andam rápido demais e como eles tem costume com aquela temperatura e altitude e eu não, tive que tentar me recuperar o mais breve possível para poder acompanhar o grupo e não acabar perdida.

    

    

    

    

    

    

    

Paramos finalmente em um miradoiro, uma área bem agradável com mesas de pedra e uma vista maravilhosa para o Rio Miño. E a essa altura eu já tinha tirado o máximo de roupa que pude, pois estava derretendo, apesar do vento frio que fazia a ponta dos dedos congelar.

Ficamos lá por volta de uns 30 minutos. Comemos uns lanches que levamos e seguimos para os 10km seguintes.

    

    

    

Graças a Deus paramos de subir e descemos bastante o que fez eu controlar um pouco mais minhas pernas que já quase não sentia de tanta dor por conta das subidas.

    

    

    

    

    

    

    

Chegamos em casa pouco antes das 17h. Depois de comer e ficar algum tempo com as pernas pra cima tentando me recuperar um pouco, fomos de ônibus para a Estação de Ourense, comprar nossas passagens de trem para Madrid.

Depois disso só queria saber de dormir pra descansar do dia hiper cansativo.

Todas as 414 fotos que tirei nesta trilha estão em um álbum no Flickr.